sexta-feira, março 26, 2010

Capítulo IV


- Eu não sei o que deu em mim...não deveria ter feito aquilo...
Dan estava transtornado, as lágrimas escorriam de seus olhos e ele andava de um lado ao outro do meu quarto.
- O que você fez? Me conte...eu vou ajudar você...

Ele não me olhou. Eu não sabia o que fazer, o que falar. Mas precisava mostrar o quanto o amava, só assim ele poderia me contar o que estava acontecendo.
- Jullie, me desculpe...não posso envolver você nisso.

- Por que você nunca consegue confiar em mim? Eu te amo, Daniel e sempre vou estar ao seu lado...aconteça o que acon...

- Mesmo eu matando uma pessoa?




O sinal do intervalo tocou e eu fui salva dos meus pensamentos. Aquela noite não me saía da cabeça... e por que o Dan estava estranho? Sei que fiquei longe dele, que o decepcionei. Mas ele disse que me amava...pensei que tivessemos esclarecido tudo.
Quando desci para a lanchonete ele estava sentado em nossa mesa de costume com a Samantha. Meu Deus! O que estava acontecendo ali? Minha fome foi embora e eu mudei a direção dos passos. Passei correndo pelos armários e mesmo assim consegui notar um bilhetinho preso na minha porta.
''Precisamos conversar. Me encontre hoje ás 19hs no subsolo azul. Com amor, Dan.''

Peraí...com amor? Aiai..Ele levaria a nossa amiga também?
A garagem abandonada da antiga escola estava deserta e úmida como sempre. Há um ano atrás, eu e o Dan costumávamos ir ali olhar as estrelas e esquecer os nossos problemas. Mas algo me dizia que eu ganharia mais um naquela noite.
Ele chegou alguns minutos após eu sentar em um banco velho e desbotado colocado a entrada do subsolo. Daniel não estava com seu sorriso habitual. Seu rosto era preocupado, cansado, eu diria até que ele parecia alguns anos mais velhos, mas isso já era minha imaginação ganhando espaço.
- O que houve?
- Ela não é quem você está pensando...
Por que vocês sempre dizem a mesma coisa?

- Ela quem?
- A Samantha...a menina que estava comigo hoje mais cedo, na escola.
- Aaah...e quem ela é?
- Uma agente.

- Agente? Tipo, agente secreta? Você está brincando..
- Por que eu mentiria para você? Eu te amo Jullie!

- Mas hoje cedo...
- Eu não poderia continuar com isso e não contar a você. Não sabe como me senti ao vê-la chegando no jardim...eu não podia estragar o plano e não podia te falar nada. Mas Samantha viu como eu estava com essa situação toda e me deixou te falar. Você lembra daquela noite, não é? As coisas estão ficando piores Jul. Não sei se escapo dessa vez...



Finalmente o quarto capítulo o/
Espero que gostem meus amores. Desculpem a foto nada a ver com o texto, mas foi a melhor que eu consegui =/

Beeijos, beijos
Até a próxima!

terça-feira, março 16, 2010


Sabe, eu estou cansada de escrever sobre amor.
Cansada de falar sobre ele em todas as minhas cartas e poemas.
E não é uma questão de escolha... eu simplesmente começo a rabiscar palavras relacionadas a isso quando penso em escrever algo.
É involuntário.

Eu estou cansada de olhar e não encontrar os seus olhos. Cansada de procurar entre a multidão e só achar cópias mal feitas de você.
Até quando isto vai durar?

Quantas vezes estive perto de tocar as suas mãos, acariciar seu rosto e dizer que te amava?

Não sei ao certo, mas foram muitas...e sempre quando eu mais queria você saía da minha vida.
Não me explicava, não me dava motivos.
Estou cansada de recomeçar do zero toda vez que decide ficar longe.
Cansada de lutar por você e não conseguir te entregar meu coração.

E eu espero que a vida me ofereça desta vez uma cópia menos fiel ao dono. Eu torço para que você não tenha nada dele. Torço para que dure mais do que uma sensação de arrepio. Quero que seja um alívio, um descanso. Quero poder escrever sobre outras coisas e sentir você ao meu lado sabendo de tudo o que tento passar para o papel.

Sei que esse texto ficou super melodramático hahaha mas foi uma inspiração super louca e eu precisava colocar algumas coisas pra fora e desabafar um pouco também =S rsrsrs

A continuação do conto vem por aí...n deixem de acompanhar ;D

Beisitus!

segunda-feira, março 08, 2010

Capítulo III


Umas das coisas que aprendi na viagem foi que não devemos esperar que tudo caia dos céus. A menina frágil deu lugar a uma moça mais responsável e que fala tudo o que pensa ou quase tudo. Quando eu o vi segurando as mãos de outra, a minha vontade era de sair correndo e sumir dali. Eu não consigo entender como o Dan mexe tanto comigo e eu não queria escutar de sua boca que aquelas três palavras eram na veradade algum tipo de brincadeira. O ''eu te amo'' não significaria nada para ele? Ou eu não era a menina certa a se dizer isso?

Nossos olhos se cruzaram e eu dei um passo atrás, fiquei supresa por não ter saído correndo. Mas a nova Julliane estava lá, tentando ser ao menos firme. Mas a reação dele não foi a esperada. Ele olhou nos meus olhos e apenas sorriu. Não soltou as mãos dela, não pareceu confuso e nem veio em minha direção. Parei de respirar.

Ele apenas continuava sorrindo e eu fui calmamente chegando mais perto deles até poder sentir seus corações batendo.

- Jullie, meu anjo. Você está linda, como sempre. Pensei que não viria a aula hoje, sabe como é, você sempre mata a primeira aula.
-É, bem...como você também sabe a viagem me trouxe mudanças. E esse ano tem vestibu...
- Sim, sim...Não se preocupe, você vai tirar de letra. Mas agora tenho que ir, vou mostrar o colégio a Samantha...a gente se vê no intervalo?

A minha vontade era de gritar com ele ali mesmo. Não houve abraços, beijos e nem um até logo. Ele simplesmente saiu andando com o braço envolto nos ombros da tal Samantha.

Depois que ele veio a minha casa naquela noite eu me senti parte dele. Ele voltava da delegacia com duas malas na mão. Me disse que eu era a única em quem ele confiava, que nunca me deixaria e nem amaria outra pessoa. Eu era o centro de apoio dele, aonde ele buscava força e somente por quem ele continuava aguentando tudo aquilo. Mesmo ele morando em outra casa, outra cidade, nós continuamos nos vendo e vivendo toda aquela magia de amor de adolescente. Mas um mês depois eu acabei com o encanto e saí do país...poderia cobrar algo dele?

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Capítulo II


Depois de três meses fora, a cidade parecia ter sido invadida. Eu me lembrava de viver numa cidade do interior, pequena, aonde todos se conheciam. De repente me vi em um grande centro comercial, ou pelo menos um projeto disto. O número de habitantes havia aumentado em torno de seis vezes e as casas, lojas e escolas pareciam muito maiores e mais sofisticadas. Pois é, as coisas mudam.

Na manhã seguinte ao meu encontro com Dan, no nosso lago, era dia de voltar a rotina, o que implicava como principal característica, voltar às aulas. Era o último ano, responsabilidade deveria ser a palavra-chave. Se eu deveria ser estudiosa e prestar atenção no que os professores diziam, todos ao meu redor deveriam ser também, começando por meu namorado, Daniel Lawrany. Mas não foi bem isso o que eu vi quando atravessei os altos portões e desci aos jardins da antiga escola.

Quem era a loira misteriosa que segurava as mãos dele?
Se você diz eu te amo a alguém, deveria significar algo realmente concreto, verdadeiro. Isso não é um ''olá'', ''como vai?'' que se possa dizer a qualquer estranho. Bem, pelo menos eu não me considerava uma estranha, não depois da última noite em que eu o vi...

sábado, fevereiro 06, 2010

Capítulo I


Meus pés tocaram aquela água gelada. O sol queimava em minha cabeça não me deixando pensar direito. Deveria ser umas duas horas da tarde e eu acabara de sentar na margem daquele lago, como todo dia 16.

Então, uma brisa bagunçou os meus cabelos e eu consegui ouvir o seu sussurro percorrer a minha pele. Você estava lá e porque eu duvidara de que não iria? Suas mãos seguraram as minhas e você se sentou ao meu lado. Depois de ficar alguns meses fora, pensei que as coisas estariam diferentes quando eu voltasse. Mas meu coração me dizia para ir até lá, naquele lago, o nosso lago. Eu colocaria algum ponto naquela história: vírgula, retiscências ou até mesmo final.

Mas quando eu pude ver os seus olhos, eles brilhavam em minha direção, sua pele era quente sobre a minha e tive certeza de que seu sorriso ainda me pertencia. Antes de me deixar falar algo, você apenas me abraçou e disse que me amava. Não seria justo duvidar disso. Eu sabia que as coisas foram bastante duras desde que eu parti. Seu coração soava apertado e eu jurei nunca mais te deixar. Agora, colocaríamos mais um coração naquela árvore, a nossa árvore.

Mas a minha respiração foi cortada durante um segundo. Havia
algo errado e eu não poderia fugir. A verdade deveria ser dita? Mas tudo mudaria, não? Fechei meus olhos e pensei nisso antes de sentir os seus lábios nos meus...


Beeeem, tô começando uma história, dentre várias tentativas mal sucedidas, rs. Vou postar essa aqui...cada post coloco uma parte. Espero que gostem! Sugestões, críticas, elogios, comentem! Amo todos, obrigada pelo carinho! Beisitus, té mais tarde!

terça-feira, janeiro 26, 2010


O esplendor da lua, faz revelar, minha boca na tua... Juntos sob a luz da lua, minha alma grita para encontrar a tua. Meu coração bate forte junto ao teu, minha alma canta de alegria, quando te vejo chegando ao meio dia, a noite pode ser tardia, mas meu coração bate forte com a luz do dia. Em minha mente só vejo você, quando vejo o amanhecer, amanhecer este que resplandece meu viver. Meus olhos se enchem de amor ao te ver, seu sorriso ilumina o meu ser, provocando-me de uma forma que não posso esconder... E ao seu lado quero estar, para juntos podermos amar sem nos preocupar com o que virá.

Esse poema foi feito a 8 maõs =O Eu só tive uma pequena colaboração nele...o trabalho árduo foi da Laís Martins, da Nathalie Loureiro e do Diego Martins, meninos cheios de criatividade e pessoas maravilhosas! Apreciem sem moderação! Beeeeeijos, té o próximo ;D

segunda-feira, janeiro 11, 2010


Agora eu vou cuidar de mim e abrir espaço pra quem mereça
Vou tratar de correr o mundo e encontrar meus sonhos
Vou sorrir pra quem me der bom dia e abraçar quem me fizer sorrir
Eu tô afim de ser feliz, de amar e ser respeitada
Sinto muito se não pude ser a garota perfeita
Mas entre você e eu, escolho a minha liberdade
Escolho crescer, aprender e não depender de quem não demonstra seus sentimentos
Eu nasci pra te fazer sorrir, pra amar você, não vim com o intuito de ser controlada
Agora eu dou as regras, dito, mando, faço o jogo
Se não pode obedecer, por que resolveu jogar?
Não posso cuidar de você o tempo todo
Me deixa respirar um pouco?
Sei que a gente se esbarra dia desses e você vai ver como estou mudada

Finalmente a criatividade resolveu dar as caras, eeeew!
Esse texto é completamente diferente de todos os que já postei aqui...mas ano novo, textos novos, certo?
Nem perguntem quem é o carinha que levou o fora =o
Beeeeeeeijos